terça-feira, 27 de outubro de 2015

Economia, carro preto e a proibição do aplicativo UBER

O Transporte, especialmente o terrestre, é um item fundamental para a economia de qualquer país senão o mais essencial do custo logístico. É um sistema de suma importância para o desenvolvimento de uma nação já que é o principal elo entre as cidades permitindo a locomoção de pessoas, mercadorias e serviços. Nas cidades e centros urbanos o transporte tem função, entre outras, de mobilidade em conjunto com qualidade de vida, ou seja, se não há Mobilidade Urbana, também não há Qualidade de Vida. O aumento da circulação de veículos individuais, de acidentes,  poluição e  degradação ambiental comprometem significativamente a qualidade de vida dos cidadãos, por isso a importância da mobilidade com qualidade.

Recentemente lemos notícias sobre a proibição do aplicativo UBER. Para quem não sabe, trata-se de um aplicativo onde existe um cadastro com perfil de passageiro ou de motorista e se utiliza o serviço não como um simples táxi, mas num carro executivo caracterizado como “carona paga”. É possível ter um motorista particular trabalhando a seu dispor. O slogan é “Seu motorista particular”.

Com um PIB beirando 2,5% do total de arrecadação anual no Brasil e o crescimento de 9% a.a. da população residente nos centros urbanos, o transporte publico infelizmente é precário, o que nos leva a recorrer ao uso de táxi, seja pela urgência de tempo ou pelo conforto. Eu, fã de tecnologia, via no uso dos aplicativos uma solução para a locomoção. O Uber oferece motoristas bem vestidos, carros de luxo, ar condicionado sempre ligado, cabo para carregar celular, água e balas entre outras mordomias. Pode parecer frescura, mas quem nunca pegou um táxi com o motorista de camisa aberta, feito Pedro e Bino do Carga Pesada, com o carro cheirando a cigarro, correndo e cortando o trânsito como se não houvesse um amanhã? A maior diferença vem quando a corrida termina. Não é preciso abrir a carteira para pagar. Isso é feito pelo próprio aplicativo, que depois ainda envia uma mensagem com o valor viagem e dados para avaliação da corrida. Mas, engana-se quem pensa que os valores serão mais baixos... O custo acaba sendo similar, porém os mimos compensam. Num mundo perfeito isso seria formidável não é? Mas voltando à nossa realidade: não demorou muito para os taxistas se manifestarem contra o serviço e levarem esse protesto para discussões na esfera judicial. Claro que antes houve episódios de agressões com taxistas atacando aos motoristas de carros (inclusive os que não são Uber's). A verdade é que essa regulamentação deveria ser da população que utiliza o meio de transporte através de suas avaliações. Entendo que aparentemente falte tal regulamentação e que o motorista de táxi, que paga inúmeras taxas para poder rodar com o carro, veja o serviço como clandestino. Mas também não podemos tirar a possibilidade de escolha das pessoas buscando cada vez mais alternativas para problemas comuns de todas as cidades. Seria como regulamentar a tecnologia e impossibilitar a criação de soluções. Na Índia, por exemplo, já existe entrega de pizza feita por drones... Será que isso gerará protesto dos entregadores? rs  Não seria o caso dos taxistas brigarem pela abolição desses impostos pagos? Qual a necessidade dessa regulamentação? O que a Prefeitura tem feito em prol dos usuários com aquilo que compulsoriamente arrecada? Bom, até que essas discussões sejam sanadas, ter um carro preto esperando pode ser uma "cilada Bino".


fonte - IBGE, IDET-FIPE/CNT

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